sábado, 9 de novembro de 2013

CONFIANÇA

Todo o ser humano nasce dotado de características físicas e mentais,  próprias. A cor dos olhos, do cabelo, da pele, os traços fisionómicos, etc… sendo estes últimos os mais visivelmente marcantes. Mas existem outros tantos traços que não são tão visíveis assim. As características psicológicas, desenvolvem-se nos primeiros anos de vida e marcam o ser humano para todo o sempre, e á medidas que crescem, estes ramificam-se e conquistam variantes adaptáveis aos tempos e vontades de cada um.

É neste sentido que os pais, no seu infinito entendimento altruísta, educam os filhos , tentam compreende-los, tentam saber a razão dos seus actos, tentam, tentam… pensando que tudo está certo e sob controlo, mas na  sua própria ignorância, ultrapassada no tempo geracional e,  nesse esforço infinito do entendimento, satisfazem todos os seus desejos e caprichos. Não muito tempo depois, exigem confiança, confiança que foi abalada por diversos conflitos e divergências incontornáveis. Confiança que se dispersou pelas mentiras, pelas meias-verdades, pelas omissões e por todo o tipo de enganos. Confiança que não existe e que pela força da razão levará muito tempo a ser restabelecida. Porque a confiança é algo que se não pode impor a ninguém, não existe fórmula de inserir essa característica no código genético. Porque a confiança ganha-se, e uma vez ganha, não pode ser tratada como um bem duradouro, mas sim, com uma peça incrustada na nossa personalidade, que deve ser limpa, polida e sempre observada à lupa para que não venha a ter defeito.

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