Todo o
ser humano nasce dotado de características físicas e mentais, próprias. A cor dos olhos, do cabelo, da pele,
os traços fisionómicos, etc… sendo estes últimos os mais visivelmente marcantes.
Mas existem outros tantos traços que não são tão visíveis assim. As características
psicológicas, desenvolvem-se nos primeiros anos de vida e marcam o ser humano
para todo o sempre, e á medidas que crescem, estes ramificam-se e conquistam
variantes adaptáveis aos tempos e vontades de cada um.
É neste
sentido que os pais, no seu infinito entendimento altruísta, educam os filhos ,
tentam compreende-los, tentam saber a razão dos seus actos, tentam, tentam… pensando
que tudo está certo e sob controlo, mas na sua própria ignorância, ultrapassada no tempo geracional
e, nesse esforço infinito do
entendimento, satisfazem todos os seus desejos e caprichos. Não muito tempo
depois, exigem confiança, confiança que foi abalada por diversos conflitos e divergências
incontornáveis. Confiança que se dispersou pelas mentiras, pelas
meias-verdades, pelas omissões e por todo o tipo de enganos. Confiança que não
existe e que pela força da razão levará muito tempo a ser restabelecida. Porque
a confiança é algo que se não pode impor a ninguém, não existe fórmula de
inserir essa característica no código genético. Porque a confiança ganha-se, e
uma vez ganha, não pode ser tratada como um bem duradouro, mas sim, com uma
peça incrustada na nossa personalidade, que deve ser limpa, polida e sempre
observada à lupa para que não venha a ter defeito.
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